segunda-feira, 20 de junho de 2011

Portulano

A viagem começa na infância,
Ninguém sabe ao certo qual desfecho.
Começa na ignorância
E não pode terminar do mesmo jeito.

O viajante se instrui no trajeto,
Tira vendas, apura o verbo,
Eleva a voz por todo o canto
E canta. Sua melodiosa voz
Há de inundar outro lugar.

A viagem não termina com a morte.
Não há sorte nem destino, apenas um canto:
O encanto de ter vivido
E aprendido.

Fevereiro 2010
Nagib Anderáos Neto