Cada hora como um dia, um ano, uma vida.
A cada novo minuto, uma renovada oportunidade.
Poder ser artífice do porvir é um dom divino,
Como a capacidade de pensar e sentir.
A vida é um dom divino,
E o homem, um ser divino, um Deus em formação.
A Natureza, o corpo estrutural de Deus.
A beleza e o amor, seu conteúdo.
Um ano termina e outro virá.
Um homem morre e outro o sucederá.
Importa a consciência e a ação,
O pensamento e a emoção.
Construir um novo mundo é construir-se.
Ano Novo é vida nova, novos sonhos e inspirações.
A Esperança é um sentimento divino; ela haverá de nos sustentar e mobilizar.
Feliz Ano Novo!
Nagib Anderáos Neto
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Criança
Tudo passa.
O tempo passa.
A vida e os sonhos vão com ele.
Passa a alegria e a tristeza,
Passa a dor.
Não passa a esperança,
Este límpido sentir
De criança.
O tempo passa.
A vida e os sonhos vão com ele.
Passa a alegria e a tristeza,
Passa a dor.
Não passa a esperança,
Este límpido sentir
De criança.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Portulano
A viagem começa na infância,
Ninguém sabe ao certo qual desfecho.
Começa na ignorância
E não pode terminar do mesmo jeito.
O viajante se instrui no trajeto,
Tira vendas, apura o verbo,
Eleva a voz por todo o canto
E canta. Sua melodiosa voz
Há de inundar outro lugar.
A viagem não termina com a morte.
Não há sorte nem destino, apenas um canto:
O encanto de ter vivido
E aprendido.
Fevereiro 2010
Nagib Anderáos Neto
Ninguém sabe ao certo qual desfecho.
Começa na ignorância
E não pode terminar do mesmo jeito.
O viajante se instrui no trajeto,
Tira vendas, apura o verbo,
Eleva a voz por todo o canto
E canta. Sua melodiosa voz
Há de inundar outro lugar.
A viagem não termina com a morte.
Não há sorte nem destino, apenas um canto:
O encanto de ter vivido
E aprendido.
Fevereiro 2010
Nagib Anderáos Neto
sábado, 12 de março de 2011
AUTOPSICOGRAFIA
Encontrei o papel amassado na gaveta com um texto apócrifo escrito com a minha letra há 20 anos. A data estava nítida, mas não me recordava de tê-lo escrito.
Recordei-me de um artigo do professor Deonísio da Silva que dizia ser o escritor uma espécie de médium, que não haveria muita decisão antecipada sobre o texto produzido. Os pretensos espíritos incorporados não seriam mais do que a própria pessoa a produzir literatura.
Alguns versos de Fernando Pessoa vieram-me à mente:
“O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente”.
Para o professor, todos os livros são psicografados, criações humanas que podem ter vida própria, como os seres humanos. No dizer do editor José Antonio Antonini, “eles nascem, vivem um tempo, e depois morrem. Se forem muito bons, nascem de novo em novas encadernações”.
Todos os livros que escrevemos são psicografados, escritos por nosso espírito.
Lembrou-nos o professor que Goethe, ao morrer, pediu mais luz. E eu pensei que todos precisam de mais luz. E trouxe-me de volta Stephan Zweig, escritor que tanto li na juventude:
“Há no estertor da morte uma beleza/Transcendente, ignota, luminosa/ Beleza sossegada e silenciosa, /Da luz branca da Paz, trêmula e acesa...”.
Quanta luz encontramos no decorrer da vida em nossos amigos, nos livros, presenças que não morrem nunca...
Mas aquele papel amassado trazia o mistério da Esfinge que sempre me perseguiu.
“Este teu sangue metafísico/Corrente de antigas reminiscências/Traz no presente sensações incompreensíveis/ De já ter vivido e presenciado/A cena, o momento, a emoção. / Um rosto estranho se mostra familiar/ E a situação parece repetida/Filme já visto/História secular que irrompe no presente. /Novo na carne/Velho por dentro/És a expressão de um mistério indecifrado/Esfinge vivente/Em teu sonho pueril de ser etéreo, invisível/Herói desconhecido de um mundo infantil/Que ninguém, senão tu mesmo, haverá de explicar-te./
Estrondo de portas que explode na noite/Vivaldi alegre numa estação sem fim/Apartamento vazio/Alma incompreendida/Terremoto/Castelo de cartas/Noticias de jornal/Pregador solto/Vendaval “
A Esfinge vivente reportou-me à Gisé, às areias ao lado da pirâmide onde a misteriosa escultura olhava com seu sorriso enigmático- Monalisa do deserto- na direção do nascente, para além do tempo, para o infinito.A cabeça humana sobre o corpo de animal representando a vitória do espírito sobre a brutalidade, e seu misterioso nexo com Ra, o deus egípcio do sol, a ensinar que cada ser humano deveria decifrar-se para não ser devorado por sua natureza inferior.
O papel amassado continuava em minhas mãos e eu me recordei de tê-lo escrito. Pude reviver os momentos daquela noite longínqua e invernal, ouvir novamente o zunido do vento e Vivaldi a encantar numa estação sem fim.
Nagib Anderáos Neto
www.nagibanderaos.com.br
Recordei-me de um artigo do professor Deonísio da Silva que dizia ser o escritor uma espécie de médium, que não haveria muita decisão antecipada sobre o texto produzido. Os pretensos espíritos incorporados não seriam mais do que a própria pessoa a produzir literatura.
Alguns versos de Fernando Pessoa vieram-me à mente:
“O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente”.
Para o professor, todos os livros são psicografados, criações humanas que podem ter vida própria, como os seres humanos. No dizer do editor José Antonio Antonini, “eles nascem, vivem um tempo, e depois morrem. Se forem muito bons, nascem de novo em novas encadernações”.
Todos os livros que escrevemos são psicografados, escritos por nosso espírito.
Lembrou-nos o professor que Goethe, ao morrer, pediu mais luz. E eu pensei que todos precisam de mais luz. E trouxe-me de volta Stephan Zweig, escritor que tanto li na juventude:
“Há no estertor da morte uma beleza/Transcendente, ignota, luminosa/ Beleza sossegada e silenciosa, /Da luz branca da Paz, trêmula e acesa...”.
Quanta luz encontramos no decorrer da vida em nossos amigos, nos livros, presenças que não morrem nunca...
Mas aquele papel amassado trazia o mistério da Esfinge que sempre me perseguiu.
“Este teu sangue metafísico/Corrente de antigas reminiscências/Traz no presente sensações incompreensíveis/ De já ter vivido e presenciado/A cena, o momento, a emoção. / Um rosto estranho se mostra familiar/ E a situação parece repetida/Filme já visto/História secular que irrompe no presente. /Novo na carne/Velho por dentro/És a expressão de um mistério indecifrado/Esfinge vivente/Em teu sonho pueril de ser etéreo, invisível/Herói desconhecido de um mundo infantil/Que ninguém, senão tu mesmo, haverá de explicar-te./
Estrondo de portas que explode na noite/Vivaldi alegre numa estação sem fim/Apartamento vazio/Alma incompreendida/Terremoto/Castelo de cartas/Noticias de jornal/Pregador solto/Vendaval “
A Esfinge vivente reportou-me à Gisé, às areias ao lado da pirâmide onde a misteriosa escultura olhava com seu sorriso enigmático- Monalisa do deserto- na direção do nascente, para além do tempo, para o infinito.A cabeça humana sobre o corpo de animal representando a vitória do espírito sobre a brutalidade, e seu misterioso nexo com Ra, o deus egípcio do sol, a ensinar que cada ser humano deveria decifrar-se para não ser devorado por sua natureza inferior.
O papel amassado continuava em minhas mãos e eu me recordei de tê-lo escrito. Pude reviver os momentos daquela noite longínqua e invernal, ouvir novamente o zunido do vento e Vivaldi a encantar numa estação sem fim.
Nagib Anderáos Neto
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sexta-feira, 4 de março de 2011
Deus e o Universo
O Universo, um mistėrio.
E nele, o homem que contem em si um misterioso mundo interior que se desenha nas profundezas de seu pensar e sentir: pensamentos, sentimentos, emoções.
O pequeno deus inconsciente se julga menor, à eterna procura de um outro inexistente e fora de si; deuses estranhos, separados e cruéis, como os homens.
Todos os homens, um Homem.
Todos os deuses, um Deus.
Na fraternidade e união desenha-se o Deus único que se confunde com o seu coração.
E nele, o homem que contem em si um misterioso mundo interior que se desenha nas profundezas de seu pensar e sentir: pensamentos, sentimentos, emoções.
O pequeno deus inconsciente se julga menor, à eterna procura de um outro inexistente e fora de si; deuses estranhos, separados e cruéis, como os homens.
Todos os homens, um Homem.
Todos os deuses, um Deus.
Na fraternidade e união desenha-se o Deus único que se confunde com o seu coração.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Terra do Não-sei
Quando me deixares
Eu me deixarei também.
Sairei de mim para não mais voltar
E me desprenderei
E voltarei para a casa de onde vim
Pois não terei mãos para escrever
Nem olhos para olhar-me
E ver-me refletido no teu mar.
Quando eu me deixar
Tu me terás deixado também.
E quem sabe lá na terra do não-sei
Haveremos de cruzar um outro olhar.
Nagib Anderáos Neto
Primavera 2003
Eu me deixarei também.
Sairei de mim para não mais voltar
E me desprenderei
E voltarei para a casa de onde vim
Pois não terei mãos para escrever
Nem olhos para olhar-me
E ver-me refletido no teu mar.
Quando eu me deixar
Tu me terás deixado também.
E quem sabe lá na terra do não-sei
Haveremos de cruzar um outro olhar.
Nagib Anderáos Neto
Primavera 2003
Drummond
Procurei Drummond na prateleira
E não o encontrei. Morreu ontem?
Anteontem?
Os jornais dizem que foi
Sem cruzes e nem igrejas. Acho que o deixei
Em Campinas com Baudelaire
Na estante que não tenho.
Procurei Drummond na memória
E o encontrei na aula de português;
Num José que levou consigo o seu segredo
(Degredo voluntário e inesperado)
E passou a habitar o Olimpo
Das prateleiras misteriosas e sedentas
De verdade.
Encontrei uma poesia no caminho.
Era um caminho, era um caminho
A poesia que eu encontrei.
No caminho havia uma poesia.
Quem parou para olhar
Admirou a poesia que eu encontrei.
Nagib Anderaos Neto
www.nagibanderaos.com.
E não o encontrei. Morreu ontem?
Anteontem?
Os jornais dizem que foi
Sem cruzes e nem igrejas. Acho que o deixei
Em Campinas com Baudelaire
Na estante que não tenho.
Procurei Drummond na memória
E o encontrei na aula de português;
Num José que levou consigo o seu segredo
(Degredo voluntário e inesperado)
E passou a habitar o Olimpo
Das prateleiras misteriosas e sedentas
De verdade.
Encontrei uma poesia no caminho.
Era um caminho, era um caminho
A poesia que eu encontrei.
No caminho havia uma poesia.
Quem parou para olhar
Admirou a poesia que eu encontrei.
Nagib Anderaos Neto
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Emily Dickinson
A palavra morre
Quando é dita,
Alguém diz.
Eu digo que ela começa
A viver
Naquele dia.
tradução de Nagib Anderáos Neto
www.nagibanderaos.com.br
Nagib Anderáos Neto
Quando é dita,
Alguém diz.
Eu digo que ela começa
A viver
Naquele dia.
tradução de Nagib Anderáos Neto
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Nagib Anderáos Neto
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Vida
Revisão
Dias que não terminam, noites que não começam.
Verão. Mundo externo enlouquecido, mundos internos desguarnecidos. Prédios alegres serão cobertos pelo verde, pela terra, pelo vento.
Esquecidos, desmoronados, obras passageiras de homens passageiros. A grande cidade, a grande crueldade, tudo esquecido: o papel, a letra, o jornal, o som, a máquina, a estupidez.
“A poesia não terá cantado em vão!”, ecoa o trovão vindo dos Andes, do sul, do antes e do depois dos confins da América perdida.
(Gosto de neve, de pisco, vulcão, cachoeira, truta. Tanta luta, tanta febre, tanta sujeira, tanta emoção!)
“A poesia não terá cantado em vão”, ecoa o trovão.
Apesar da TV (sempre a mesma coisa lerda), dos jornais (sempre a mesma coisa imposta), do mau cheiro, dos predicadores, dos impostores, dos idiotas, dos agiotas, dos sérios homens de podres negócios, dos equinócios, dos políticos.
“A poesia não terá cantado em vão!” ecoa o trovão que atravessou dias e noites e reverberou muito além do hiato decaído desses momentos.
Tênue é a linha que nos separa da idiotice total.
E como tal, melhor seria nos afastarmos dessas mesas
de bar nessas espichadas tardes de verão.
A América esquecida reclama a luta dos construtores de palavras, sílabas, períodos, histórias, personagens.
Tantos leitores que não sabem ler, tantos espíritos encarcerados, escravizados, mesmo os mais letrados, no presídio das ilusões, das grandes ambições, dos grandes sonhos de poder.
Podermos dizer no futuro que fomos atores desta grandiosa epopéia Americana, soerguedores da decadência que nos tem envilecido e empedernido – seremos nós – silvícolas de um continente verde e branco, sul!, fusão de raças, idéias e esperanças.
Novos espíritos, novos homens, novos rumos.
Os mundos de dentro deixarão de ser desguarnecidos e confundidos com os de fora e a voz do poeta ecoando singela por sobre a América querida repetirá, doce e ritmada, a síntese do destino que nos espera.
“Assim a poesia não terá cantado em vão!”
Extraído do livro Guardados Que Vivem www.nagibanderaos.com.br
Verão. Mundo externo enlouquecido, mundos internos desguarnecidos. Prédios alegres serão cobertos pelo verde, pela terra, pelo vento.
Esquecidos, desmoronados, obras passageiras de homens passageiros. A grande cidade, a grande crueldade, tudo esquecido: o papel, a letra, o jornal, o som, a máquina, a estupidez.
“A poesia não terá cantado em vão!”, ecoa o trovão vindo dos Andes, do sul, do antes e do depois dos confins da América perdida.
(Gosto de neve, de pisco, vulcão, cachoeira, truta. Tanta luta, tanta febre, tanta sujeira, tanta emoção!)
“A poesia não terá cantado em vão”, ecoa o trovão.
Apesar da TV (sempre a mesma coisa lerda), dos jornais (sempre a mesma coisa imposta), do mau cheiro, dos predicadores, dos impostores, dos idiotas, dos agiotas, dos sérios homens de podres negócios, dos equinócios, dos políticos.
“A poesia não terá cantado em vão!” ecoa o trovão que atravessou dias e noites e reverberou muito além do hiato decaído desses momentos.
Tênue é a linha que nos separa da idiotice total.
E como tal, melhor seria nos afastarmos dessas mesas
de bar nessas espichadas tardes de verão.
A América esquecida reclama a luta dos construtores de palavras, sílabas, períodos, histórias, personagens.
Tantos leitores que não sabem ler, tantos espíritos encarcerados, escravizados, mesmo os mais letrados, no presídio das ilusões, das grandes ambições, dos grandes sonhos de poder.
Podermos dizer no futuro que fomos atores desta grandiosa epopéia Americana, soerguedores da decadência que nos tem envilecido e empedernido – seremos nós – silvícolas de um continente verde e branco, sul!, fusão de raças, idéias e esperanças.
Novos espíritos, novos homens, novos rumos.
Os mundos de dentro deixarão de ser desguarnecidos e confundidos com os de fora e a voz do poeta ecoando singela por sobre a América querida repetirá, doce e ritmada, a síntese do destino que nos espera.
“Assim a poesia não terá cantado em vão!”
Extraído do livro Guardados Que Vivem www.nagibanderaos.com.br
Sorriso
Um sorriso incontido no meio da noite.
Não se soube se de alegria
Ou se de tristeza nervosa.
De uma coisa se tinha certeza:
Um sorriso incontido no meio da noite
Foi agasalhado por um poeta
E trabalhado
E lapidado
E transformado em
Poesia.
Primavera de 1966
Nagib
Uma homenagem à vida, ao passado e ao futuro.
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Não se soube se de alegria
Ou se de tristeza nervosa.
De uma coisa se tinha certeza:
Um sorriso incontido no meio da noite
Foi agasalhado por um poeta
E trabalhado
E lapidado
E transformado em
Poesia.
Primavera de 1966
Nagib
Uma homenagem à vida, ao passado e ao futuro.
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Simone du Beauvoir
Au revoir, madame!
Deixas a Terra e todos que não te leram
Órfãos de teu juízo
E de teu esforço por penetrar o impenetrável.
Au revoir, senhora
Bela senhora do sonho existencialista que ninguém
Soube ao certo o que seria.
Deixas o rastro como o cometa.
Trajetória cíclica de quem parte
E certamente voltará.
Enquanto isto um caubói solta bombas por aí
E aqui
A Poesia do Pessoa
Reclama a vida, o sonho
E a existência perdida.
Au revoir, madame!
Algo novo principia.
Nagib Anderáos Neto
Extraído do livro Guardados Que Vivem
www.nagibanderaos.com.br
Deixas a Terra e todos que não te leram
Órfãos de teu juízo
E de teu esforço por penetrar o impenetrável.
Au revoir, senhora
Bela senhora do sonho existencialista que ninguém
Soube ao certo o que seria.
Deixas o rastro como o cometa.
Trajetória cíclica de quem parte
E certamente voltará.
Enquanto isto um caubói solta bombas por aí
E aqui
A Poesia do Pessoa
Reclama a vida, o sonho
E a existência perdida.
Au revoir, madame!
Algo novo principia.
Nagib Anderáos Neto
Extraído do livro Guardados Que Vivem
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Simone du Beauvoir
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Para o Jovem Arthur
A vida é um dom divino.
O homem, um Deus em formação.
Cada homem, um pequeno Deus.
Cada pássaro, facho,
Alegría, um espetáculo de vida.
Todos eternos
Sempre viveremos no coração dos que nos amam
E nos de quem amamos.
A morte não existe.
Nagib Anderáos Neto
Janeiro 2011
O homem, um Deus em formação.
Cada homem, um pequeno Deus.
Cada pássaro, facho,
Alegría, um espetáculo de vida.
Todos eternos
Sempre viveremos no coração dos que nos amam
E nos de quem amamos.
A morte não existe.
Nagib Anderáos Neto
Janeiro 2011
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