Lá para onde me levam tais pores – de – sol
além das areias e das ondas
no ocidente impossível onde sonho encontrar-me,
talvez com outro nome, numa nova vestidura,
onde eu seja prescindível e possa olhar para outros ocidentes,
Lá na renovada e grandiosa Pasárgada,
entender-nos-emos através do olhar,
e cada sorriso será um aviso
a nos lembrar que existimos.
Deus não escreve livros,
escreve homens e Universos.
Homens escrevem versos
e constroem pontes e fazem guerras.
Espero-me no ocidente para lembrar com tristeza e alegria
que se fizéramos guerras e sofrêramos,
escrevêramos livros que nos confortariam no poente,
na profundez da noite sem-fim.
Nagib Anderáos Neto
2005-12-23
www.nagibanderaos.com.br
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Clarice
Lembra-me Clarice que resistira à morte,
Não por temê-la, mas para não separar-de dos queridos filhos e netos.
Em sonho dissera estar bem; ao meu filho,
Que aprendera a voar.
É capaz de ter descoberto
Que mais viva do que nunca
Nos percebia desamparados e sós.
Ela que o nome trouxe a luz,
Na eloquência do convívio nos disse que viver é bom,
Mas conviver melhor,
Como reler, reviver.
Todos os homens um só
Todos os livros também.
Tudo se confunde em Deus,
Tudo se mistura em nós.
Setembro 2008
Nagib Anderãos Neto
Não por temê-la, mas para não separar-de dos queridos filhos e netos.
Em sonho dissera estar bem; ao meu filho,
Que aprendera a voar.
É capaz de ter descoberto
Que mais viva do que nunca
Nos percebia desamparados e sós.
Ela que o nome trouxe a luz,
Na eloquência do convívio nos disse que viver é bom,
Mas conviver melhor,
Como reler, reviver.
Todos os homens um só
Todos os livros também.
Tudo se confunde em Deus,
Tudo se mistura em nós.
Setembro 2008
Nagib Anderãos Neto
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